SOLIDARIEDADE E VIDA

 

Desde 1984, tendo em atenção os casos dramáticos, encontra-se despenalizada a interrupção voluntária da gravidez, isto é, o aborto, nos seguintes casos: perigo de vida da mãe, razões de saúde da mãe, malformação do feto e violação. Os prazos foram alargados, em algumas circunstâncias, no ano de 1997, e foi introduzida a despenalização no caso da inviabilidade do feto.

Neste referendo o que está em jogo não é isto.

 

  1. A Lei que vai ser referendada visa introduzir, em Portugal, o aborto livre até às dez semanas, a simples pedido da mãe, sem que esta tenha de apresentar qualquer motivo para tal. Isto significa que o ser humano até às 10 semanas fica sem qualquer protecção legal.
  2. A lei que vai ser referendada pretende propôr a legalização do aborto como solução para problemas cuja solução não está na desvalorização da maternidade, mas sim na promoção de redes de solidariedade socialque oferecem alternativas concretas às mulheres grávidas em situação difícil.

O aborto não se combate pela sua legalização, mas sim por verdadeiras alternativas solidárias. Uma educação sexual esclarecida, um planeamento familiar sério e uma sociedade solidária são a forma adequada de apostar na prevenção.

  1. A lei que vai ser referendada cria um quadro legal que ignora por completo a figura do pai, contrariando um objectivo, actualmente, por todos reconhecido: a maternidade e paternidade responsáveis. O pai não se pode demitir das suas responsabilidades e menos, ainda, ser excluído.
  2. A Lei a referendar silencia, perante a nossa indiferença, o drama das mulheres que, por razões várias, se sentem pressionadas a abortar. Esta Lei lança para uma situação de profunda solidão um número significativo de mulheres que são conduzidas a essa experiência.

 

Pela Solidariedade e pela Vida, neste referendo, votamos NÃO!

 


Plataforma Solidariedade e Vida

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