Artigo do Jornal "Público" de 19/03/98

Moção aprovada em Braga

Misericórdias recusam-se a fazer abortos

A LEI do aborto ainda não foi aprovada, mas já há quem se antecipe e previna futuras obrigações legais. O Secretariado Regional do Distrito de Braga aprovou, anteontem à noite, uma moção a rejeitar a prática do aborto nos seus hospitais.

As instituições de solidariedade social "declaram, por imperativo e objecção institucional, que não serão cúmplices dos serviços públicos na prática do aborto, se porventura, a lei despenalizadora de tal acto anti-vida for referendada favoravelmente". E recomendam ao Secretariado Nacional das Misericórdias Portuguesas que sujeite o documento à apreciação e votação na próxima assembleia geral.

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As Misericórdias, "nomeadamente as que prestam serviços no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, recordam inequivocamente a sua vocação para a prática das obras de misericórdia, sempre em defesa da integridade da vida e da melhoria das suas condições", lê-se no documento [...].

"A preservação da vida é um princípio primordial e orientador ao longo de cinco séculos de história e é um objectivo pelo qual as misericórdias portuguesas continuarão a pautar a sua actividade."