1. A Associação Juntos pela Vida foi
surpreendida pelas declarações (veja-se entre outros
o Diário de Notícias de ontem, 8 de Abril de 2009)
do Director Geral de Saúde, Dr. Francisco George,
congratulando-se com o fim das perfurações do útero
após a aprovação da lei do aborto.
2. Cumpre esclarecer que de acordo
com as informações oficiais da Direcção Geral de
Saúde em 2002 e 2006 houve um caso de
perfuração do útero de mulheres que fizeram um
aborto clandestino. De 2003 a 2005 houve zero
casos de úteros perfurados.
3. Em 2007, primeiro ano de vigência
da lei do aborto, houve 12 casos de
perfurações do útero;
4. Os dados de 2008 são apenas
conhecidos do Dr Francisco George, mas permitimo-nos
expressar a dúvida de que em 2008 tenha havido menos
úteros perfurados do que houve no período 2003-2005.
5. Além disso, ao número de úteros
perfurados em 2008 convém juntar os 8 mil e 500
úteros rasgados das 8 mil e 500 meninas que foram
cruelmente abortadas durante esse ano. [durante o
ano de 2008 houve, de acordo com a DGS, 16.839
abortos legais sendo razoável estimar que ½ das
crianças abortadas fossem do género feminino]
6. Vistas seja por que prisma for as
declarações do Director-geral de Saúde são não
apenas infelizes como sobretudo revelam um
desconhecimento não apenas das informações oficias
que ele próprio presta como um profundo
desconhecimento da realidade
7. Por nada nos garantir que o
Director-geral de Saúde não trate com igual
displicência, insensibilidade e irresponsabilidade,
outros dos importantes assuntos que lhe estão
confiados e fundamentais para a saúde dos
portugueses, interrogamo-nos se tem justificação a
sua continuidade nas actuais funções…